sexta-feira, 27 de março de 2009

Brazilian Octopus (1969)

Este é um disco genial que não poderia passar em branco, o LP do Brazilian Octopus, banda formada em São Paulo por volta de 1968 para animar os desfiles da Rhodia, empresa do ramo têxtil. Os componentes deste octeto eram músicos da mais alta qualidade, como Hermeto Pascoal (flauta), Lanny Gordin (guitarra), João Carlos Pegoraro (vibrafone), Olmir "Alemão" Stocker (violão e guitarra), Cido Bianchi (piano e órgão), Douglas de Oliveira (bateria), Nilson da Matta (baixo) e Carlos A. Alcântara Pereira (sax e flauta), e com este time em 1969 registraram pela Fermata, um dos melhores álbuns de música instrumental já gravados no Brasil, em uma mistura de jazz, bossa, samba e psicodelia. O combo nos presenteia com belíssimos arranjos em faixas vibrantes como "Gamboa", "Gosto De Ser Como Sou", "Summerhill", "Rhodosando", "Momento B8" - criação de Rogério Duprat e nas interpretações de "Casa Forte" e da bossanavista "Canção de Fim de Tarde", tudo elmoldurando em uma sonoridade produzida por Mário Albanese e Fausto Canova, que explorava como escrevera o jornalista Carlos Calado em um texto sobre o conjunto, os sons da flauta com vibrafone, órgão e guitarra. Não perca esse disco, ele já salvou minha vida em um daqueles dias "mais ou menos", me fez lembrar de como é bom se ouvir uma boa música. Uma curiosidade, Hermeto não pôde comparecer a sessão de fotos da capa, em seu lugar está um figurante.

Nenhum comentário: