Sandra Sá, a rainha do soul brasileiro, nascida no Rio de Janeiro em 27.08.1955, começou sua carreira por volta de 1977 e obteve repercussão nacional classificando Demônio Colorido, de sua autoria, no festival MPB 80, mesmo ano que gravou seu primeiro elepê. Sua família era de músicos e ela dona de uma voz priveligiada, lança vários sucessos, como o clássico- soul Olhos Coloridos, e estourando com Vale Tudo em companhia de Tim Maia. Joga Fora no Lixo, lançado no seu disco de 1986 e composição da parceria Sullivan-Massadas, alcançando muito sucesso. Neste vídeo ela canta no Programa do Chacrinha, acompanhado de suas "chacretes" e Monique Evans, e que foi exibido em 31.07.1987, com o apresentador tocando afoxé e finalizando com a imagem do assistente de palco Russo - hilário.
Jorge Ben canta Domingas do seu disco Força Bruta (1970), com acompanhamento dos Origianais do Samba, grupo formado nos 60, por ritmistas de escolas de samba do Rio de Janeiro.
Fixaram-se em São Paulo depois de excursionar pelo México, e em 1968 acompanharam Elis Regina na música vencedora da I Bienal do Samba, "Lapinha", de Baden Powell e P.C. Pinheiro. No ano seguinte gravaram a música "Cadê Teresa", de Jorge Ben, que fez grande sucesso. Participaram de festivais e ganharam discos de ouro pela vendas de suas gravações, principalmente nos anos 70, combinando o canto uníssono, a roupa padronizada e boa dose de humor - característica do grupo. Um dos seus integrantes, Mussum, sairia por volta de 1977, para formar Os Trapalhões, ao lado de Renato Aragão e Dedé Santana. Tocaram com grandes nomes da música brasileira - como Chico Buarque, Jair Rodrigues, Vinicius de Moraes - e mundial - Earl Grant. Excursionaram pela Europa e Estados Unidos, e foram o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Olympia de Paris.
O Lp O Samba é a Corda... Os Originais a Caçamba (1972), lançado pela RCA Victor, é um dos seus melhores álbuns, com belos sambas e finos arranjos para músicas como Do Lado Direito da Rua Direita , A Volta do Ponteiro, E Lá Se Vão Os Meus Anéis e Esperanças Perdidas. Jorge Ben participa tocando violão em duas canções suas, Tereza e Lá Vem Salgueiro, num parceria muito suingada.
Um dos violonistas brasileiros mais conhecidos nos Estados Unidos e praticamente desconhecido no Brasil, Laurindo de Almeida (2.09.1917 - 26.07.1995) teve importância ao introduzir o violão brasileiro, com todas as suas caraterísticas únicas, no mundo do jazz norte-americano. Nascido em Miracatu, interior de São Paulo, começou a tocar violão em serestas e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1935, quando passou a trabalhar no Cassino da Urca e na Rádio Mayrink Veiga. Atuou também como compositor, criando choros e valsas, alguns em parceria com o violonista Garoto. Com a lei que proibiu o jogo no Brasil, numa época em que Laurindo era considerado um dos melhores violonistas do país, foi para os Estados Unidos em 1947, onde tocou em orquestras, filmes, shows e consolidou uma respeitável carreira solo. Gravou o primeiro de uma série de discos em 1949 e participou da trilha de sonora de cerca de 800 filmes. Participou do Modern Jazz Quartet nos anos 60 e do LA4 na década seguinte. Consolidou-se como arranjador, orquestrador e compositor, além de instrumentista. Ganhou 6 prêmios Grammy, além de uma série de outros prêmios da indústria fonográfica e cinematográfica. Praticamente esquecido no Brasil, com mais de 40 discos gravados no exterior e participação em mais outros tantos, Laurindo de Almeida permaneceu em atividade até o fim da vida, finalizando seu último CD, "Naked Sea", com Danny Welton, duas semanas antes de sua morte. No vídeo ele se apresenta com o Modern Jazz Quartert, tocando magníficamente One Note Samba (Samba de Uma Nota Só), clássico bossa-novista, durante a invasão brasileira na música americana, nos anos 60.
Barry White, um dos maiores artistas da soul music, foi maestro, cantor, compositor e produtor de inúmeros sucessos com sua voz grave e rouca.
Se criou no gueto negro da cidade de Los Angeles e como outros cantores de R&B, também cantou em coral de igreja na juventude. Foi um adolescente inconseqüente e foi preso com dezessete anos de idade por roubar pneus, na prisão, decidiu mudar de vida e de amigos.
Em 1972 criou o trio feminino Love Unlimited. Posteriormente aproveitou este nome para batizar seu grupo de acompanhamento, a Love Unlimited Orchestra, que gravou diversos discos instrumentais.
No vídeo, com seu visual "Pimp Style", interpreta um de seus maiores sucessos, Can´t Get Enough Of Your Love Babe - percusora da disco music, de 1974. Em áudio, postei uma das músicas que representam muito o estilo de Barry White, dançante e suave ao mesmo tempo, a canção You're The One I Need, do álbum The Message Is Love (1979).
Nascido Barrence Eugene Carter em 12.09.1944 em Galveston, Texas e morto em 04.07.2003, The Maestro, como também era conhecido, continua sendo referência até hoje, pelo seu som elegante e contagiante.
Jorge Ben gravou este clipe para o Fantástico em 1977, essa música originalmente foi gravada no álbum Tábua de Esmeralda (1974), mas ele a regravou nessa versão diferenciada no LP África Brasil (1976), com a nomeclatura de África Brasil (Zumbi), canção que fecha este disco. Marco na carreira de Ben - que toca guitarra, com arranjos assinados por J.R. Bertrami, percussão furiosa e falando de África, princesas, futebol, filosofia e filhos, considerado por muitos, como um de seus melhores trabalhos.
Tim Maia gravou pela WEA em 1978, um des seus maiores sucessos, o LP Tim Maia Disco Club, onde se ouvemclássicos como Sossego, Afim de Voltar, Johnny e Acenda o Farol. Neste vídeo, ele se apresenta em playback, no programa de Carlos Imperial, na extinta TV Tupi, durante a divulgação deste disco.
Bobby Caldwell em um clipe "chinfrin", mas que na verdade, essa é uma sonzêra de responsa. Um clássico do R&B, sampleado por muita gente como 2Pac, Guru, entre outros. Música que está no disco What You Won't Do For Love de 1978 , lançamento do selo de Miami, TK Records - que tinha em seu cast, como por exemplo: K.C. & the Sunshine Band e Gwen McRae. Marcou a estréia de Caldwell em gravações e que se constitui num grande sucesso do cantor nascido em Nova York no dia 15.08.1951.
Common, rapper americano, nascido Lonnie Rashid Lynn, Jr. no dia 13.03.1972 em Chicago , Illinois. Debutou em 1992 com o disco Can I Borrow A Dollar?, logo se tornando um principais artistas do gênero. Vem nos últimos anos gravando álbuns que estão se tornando refêrencia, Be (2005), que teve produção de Kanye West, concorreu no Grammy de 2006, projetando sua carreira, e detonando hits como Go,The CornereThey Say.
Seus discos destacam-se pela sonoridade, produção aguçada com samplers de artistas de jazz e funk, rimas certeiras e qualidade no músicos com quem trabalha. Como não esquecer I Used to Love H.E.R. - que fez muito sucesso, One Day It'll A Make Sense (1997), álbum que mostra sua evolução musical.
Finding Forever (2007), seu mais novo trabalho, caminha para ser mais um clássico, com participações de Lily Allen, Will.I.Am, Dwele, D.J. Premier e D'Angelo. O singles Drivnig Me Wild, The People e Southside, já estão nas paradas.
Nos últimos anos vem investindo também na carreira de ator, com aparições em séries de TV e filmes.
Discografia:
1992: Can I Borrow A Dollar?
1994: Resurrection 1997: One Day It'll All Make Sense 2000: Like Water For Chocolate 2002: Eletric Circus 2005: Be 2007: Finding Forever
Morre o pianista e compositor de jazz Oscar Peterson
Reuters
O músico Oscar Peterson durante apresentação na Suíça (16/07/2005)
MONTREAL, Canadá, 24 dez 2007 (AFP) - O pianista e compositor de jazz canadense Oscar Peterson morreu na noite de domingo (23), vítima de complicações renais, em sua casa em Toronto, aos 82 anos, anunciaram nesta segunda-feira a cadeia de televisão CBC e a Rádio-Canadá.
Um dos nomes mais importantes do jazz, Oscar Peterson nasceu em Montreal em 15 de agosto de 1925 de uma família modesta de origem antilhana. Começou sua carreira em 1943, tornando-se o primeiro músico negro de uma orquesta de baile popular na metrópole de Québec.
Sua carreira tomou impulso em 1949 quando o empresário norte-americano Norman Granz apresentou-o nos Estados Unidos como convidado surpresa na orquesta Jazz at the Philharmonic, com os maiores músicos americanos, em um concerto no Carnegie Hall de Nova York.
Esta breve apresentação, aos 24 anos, causou sensação e marcou o início de sua carreira internacional.
A partir de então, realizou regularmente turnês pela Europa, algumas vezes na companhia da cantora Ella Fitzgerald.
Entre os numerosos outros artistas com os quais trabalhou figuram Roy Eldridge, Stan Getz, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Joe Pass, Ben Webster, Louis Armstrong e Lester Young.
Depois de 50 anos de sucesso, em 1993, durante um espetáculo em Nova York, sofreu um acidente cérebro-vascular. Terminou, no entanto, o concerto, mas teve que cancelar uma turnê européia.
Após esse problema de saúde continuou compondo, mas em um ritmo mais lento, e teve que renunciar, em 2007, à participação em um festival de jazz de Toronto.
A gravadora paulistana Som Maior especializou-se em samba-jazz, tendo em seu cast os principais grupos do gênero. Um dos melhores foi o Sansa Trio, formado pelo maestro José Briamonte (piano, arranjos), José Ordoñez (baixo) e Lauro Bonilha (bateria). Neste disco, de 1964 - relançado pela série Som Livre Masters, coordenada por Charles Gavin, o trio contou com a participação de Severino Silva (trombone), Benedito Santos (trombone) e Magno D’Alcântara (trompete).
O repertório reúne clássicos da Bossa Nova, composições de José Briamonte e um standard, Samba Em Blue, do saxofonista Sonny Rollins. Vale lembrar que o LP foi lançado logo após o histórico concerto de Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, que projetou o gênero para o mundo, daí Rollins ter se inspirado a criar o tema.
Entre os clássicos bossanovistas, Primavera (Carlos Lyra/Vinícius de Moraes), Você (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli), Samba de Verão (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle) e Vivo Sonhando (Tom Jobim). Os temas de Briamonte são Gismi, Jolau e Sansa. Além da perícia dos músicos e da qualidade dos arranjos, interessante notar o contraponto entre piano e sopros, mesclando jazz, Bossa Nova e samba de gafieira. Em tempo: sansa é um instrumento de percussão de origem africana.
A música que aqui, pode ser escutada chamada Disa, composição de Johnny Alf, é a que considero como uma das melhores, e que serve de exemplo de como esse trio tinha uma pegada diferenciada em seus arranjos.
*texto adaptado de TONINHO SPESSOTO para jc online
Morreu nesta quarta-feira dia 12 de dezembro aos 76 anos de causa não confirmada, Ike Turner, que nasceu Izear Luster Turner em 5 de novembro de 1931 em Clarksdale (Mississípi).
Viveu um problemático casamento com a cantora Tina Turner, mas que rendeu grandes canções e um filme Tina em 1993. Apesar de ter sido uns dos pais do rock"n"roll, pela gravação de Rocket 88, tocando piano no disco de Jackie Brensten em 1951, sua imagem ficou ruída por anos pelos maus tratos a Tina e nos últimos tempos vinha se recuperando, excrusionando com sua nova banda e longe dos escândalos que marcaram sua vida. No Grammy 2007, ganhou o prêmio na categoria de melhor álbum de blues, por "Risin' With the Blues".
A fantástica Banda Black Rio, com muita elegância interpretando Cravo e Canela de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, que está no LP Gafieira Universal (1978). Neste vídeo aparecem os nomes do time completo dos músicos que tocam no programa e que eram a Black Rio naquele momento. A irmã do guitarrista Cláudio Stevenson, chamada Lívia, é que está postando esses vídeos rarissímos da banda. Parabéns a ela pela iniciativa de resgatar essa obra.
O trompestista Márcio Montarroyos faleceu no Rio de Janeiro nesta quarta-feira dia 12 de dezembro, vítima de câncer no pulmão aos 59 anos. Começou na Turma da Pilantragem e ao longo dos seus 40 anos de carreira, trabalhou acompanhando diversos artistas, como Tom Jobim, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder, entre outros. Também fez discos como solista, lançando os LP's Sessão Nostalgia (1973), Stone Alliance (1977), Piston Internacional (1981), Magic Moment (1982), Carioca (1984) e Samba Solstice (1987), e em 1973 participou da trilha sonora da novela O Carinhoso.
Aqui presto minha homenagem a um grande músico brasileiro e que com toda certeza será ainda muito lembrado e ouvido.
João Doanto, nasceu em Rio Branco no dia 17.08.1934, é pianista, arcodeonista, arranjandor e compositor. Veio morar com a família no Rio de Janeiro em 1945, onde começou sua carreira artística.
Iniciou sua trajetória em 1949 tocando com o lendário flautista Altamiro Carrilho, neste mesmo ano participou de sua primeira gravação. Em 1953 formou sua própria banda, que chamava "Donato e seu Conjunto" e começou a gravar seus primeiros discos de 78 rpm. No final dos anos 50 tocou com João Gilberto e se apresentou, fazendo parte da Orquestra do Maestro Copinha no Copacabana Palace.
Em 1959 viajou para o México com Elizeth Cardoso e logo se transferiu para os Estados Unidos e de lá voltou apenas em 1962, casado e com a experiência de tocar com Cal Tjader e Tito Puente por exemplo. Em 1963 gravou seu clássico LP Muito À Vontade, pela gravadora Polydor com Milton Banana na bateria e Tião Neto no contrabaixo e também lançou A Bossa Muito Moderna de João Donato Trio.
Voltou aos Estados Unidos e ficou por dez anos, regressando ao Brasil em 1972. Sua nova passagem americana deixou registrados LP's como A Bad Donato de 1970, uma "pedreira" jazz-funk com participação do contra-baixista Ron Carter. Segundo a lenda, parece que a gravadora pagou Donato antes da gravação e ele saiu comprando tudo que era teclado para experimentar no disco que acabou mais de 30 anos depois se tornando uma referência, pois na época não foi muito bem aceito, e Donato - Deodato com arranjos de Eumir Deodato, sendo discoteca básica dos dois artistas.
Na sua volta às terras tropicais registrou Quem é Quem (1972) pela Odeon e Lugar Comum (1975) pela Phonogram, participou de muitos discos, como o da estréia de Emílio Santiago em 1975 pela CID e Orlandivo em 1977 pela Odeon, entre outros. João Donato, continua na estrada, fazendo shows, tocando com muitos artistas e lançando seus cd's e dvd's.
Esse vídeo é um especial feito em 1989 para a TV Cultura, com o acomapnhamento dos músicos Luiz Alves no baixo e Robertinho Silva, bateria. A música é Amazonas que está incluída em várias gravações do próprio Donato.
Maranhense de São Luís, Tânia Maria cresceu em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro. Ainda cursava o conservatório, aos 12 anos, quando foi vencedora do programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Nacional.
Um ano depois já liderava seu conjunto, tocando em bailes, numa época em que mulheres instrumentistas eram raras. "Eu vivia cercada por homens. Muitas vezes entrava num lugar, e o baterista começava a tocar uma valsinha para me gozar", relembra.
Antes de deixar o Brasil nos anos 70 para morar na França, ela gravou dois discos que só deram uma pálida idéia do estilo emotivo e suingado que veio a desenvolver mais tarde.
O disco "Apresentamos Tânia Maria" (1969) exibia seus vínculos com a bossa nova e o samba-jazz. "Olha Quem Chega" (1971) já refletia o ambiente da MPB naquele momento, aberta a fusões com a música pop e o jazz. "Sendo filha da bossa, o jazz sempre esteve muito perto de mim. Essas foram influências que me permitiram construir o que eu faço hoje", resume a cantora.
Ao assinar contrato com a gravadora norte-americana Concord, no início dos anos 80, Tânia já se mostrava madura e confiante. Além das composições próprias que apresentou nos álbuns "Piquant" (1981) e "Taurus" (1982), a exuberância de seus vocais e a alta energia de seus improvisos ao piano conquistaram até o influente crítico de jazz Leonard Feather.
"Consegui alugar uma casa lá nos Estados Unidos, só mostrando o que ele escreveu na capa do meu disco", diverte-se.
A essa altura, Tânia já vinha causando impacto em clubes e festivais de jazz dos EUA. A indicação de "Come with Me" (1983) para o Prêmio Grammy de melhor performance de jazz estabeleceu seu nome entre as principais cantoras desse gênero.
Duas décadas mais tarde, vivendo de novo na França, hoje a cantora se mostra bem crítica frente ao mercado que a transformou em estrela.
"O jazz está sendo segregado nos Estados Unidos. Os clubes que ainda existem lá são caríssimos, e isso afasta as pessoas. Até hoje a Europa foi, e acho que será sempre, a maior fã do jazz. Está todo mundo tocando aqui, onde posso me exprimir mais na minha língua", diz Tânia, que praticamente deixou de cantar em inglês, nos últimos anos. "Para o ouvido do europeu, a nossa língua soa mais sensual."
A cantora completa: "Estou passando por uma fase que não é de banzo, não é saudosa. Em minha cabeça ainda existe um Brasil lindo, e isso me faz compor dentro dessa atmosfera".
O reencontro com a platéia brasileira e a aparição de Tânia no recém-lançado DVD de Ed Motta seriam indícios de que ela pretende voltar a viver no país? (Tânia Maria ficou de 1974 até 2005 sem fazer shows no Brasil).
"Meu coração continua brasileiro, mas a minha cabeça já não é mais. Não penso em morar no Brasil, mas não deixo de voltar todos os anos. Sem essa vitamina eu não vivo."
*adaptado do texto original de Carlos Calado para o Folha Online de 02.03.2005
Artista carioca, que começou seus trabalhos na época dos grandes Festivais de Música Popular na década de 60. Na década de 70 foi contratado da TV Globo para ser diretor musical e arranjador de programas como Chico City e A Grande Família. Em 1972 pela Continental, lançou seu primeiro e essencial álbum, com belas orquestrações de sopros e cordas bem balanceado com o groove das músicas, como Pela Sombras, Presente Grego e é claro Na Boca do Sol, que foi sampler da música Orris Root Powder do produtor de rap MF Doom, que pegou o trecho incial com o naipe de metais e as passagens entre o refrão. O mais novo cd de Verocai, o ótimo Encore que conta com a participação da banda Azymuth é altamente recomendável.
Há pouca informação sobre este conjunto que lançou o álbum Incrementado em 1968 e editado pela Equipe. Outras músicas como Vai Nessa, estão em coletâneas gringas de som brasileiro, onde o destaque do grupo são os grooves do orgão Hammond B3, numa levada samba-jovem dançante, estilo Ed Lincoln. O Clube do Balanço regravou Muito Incrementado em seu segundo disco Samba Incrementado.
A Banda Black Rio em um programa da TVE, com quatro músicos fundadores, entre eles Oberdan (sax), Cláudio Stevesnon (guitarra), Barrosinho (trompete) e Lúcio (trombone). Completando este time estava Arthur Maia no baixo e Paulinho na bateria. O grupo foi formado na metade da década de 70 e seu som era uma fusão entre o funk e o samba, gravaram três excelentes álbuns e um disco com Caetano Veloso (Bicho Baile Show). O conjunto fez shows até a sua interrupção prematura com o acidente de Oberdan Magalhães em 1984.
Nascido no dia 23.04.1954, o carioca Robson Jorge começou a tocar cedo nos bailes e nos anos 70 e 80, juntamente com Lincoln Olivetti, tocou e produziu muitos artistas brasileiros, formando uma dupla de muito sucesso que culminou com um álbum lançado em 1982 - um clássico. Este vídeo faz parte do disco solo que fez por volta de 77-78, editado pela CBS e muito raro, como esse vídeo (um dos seus poucos registros), já que infelizmente ele nosdeixou em 1993.
Nascido em Budapeste na Hungria, Gabor Szabo um dos mais originais guitarristas de jazz, que em 1956 com 20 anos, fugiu do seu país e se mudou para os Estados Unidos. Após tocar em inúmeros grupos de jazz, começou a gravar seus própios álbuns. Stormy é do disco Gabor Szabo 1969 (1969) - Skye, e foi sampleado pelo cantor John Legend em Save Room, que foi até canção de novela. Gabor faleceu na sua terra natal em 1982.
David McCallum, músico e ator escocês, que nos anos 60 gravou alguns álbuns pela Capitol Records, com a produção de David Axelrod. The Edge, música que é do seu disco Music: A Bit More of Me (1968), ficou muito conhecida graças a Dr. Dre que a sampleou para o seu megasucesso The Next Episode.
Dexter Wansel, pianista-arranjador-produtor, que contribuiu para o fortalecimento do Philly Sound, trabalhando com a dupla de produtores Gamble e Huff. Em 1979 ele lança seu quarto LP, intitulado Time is Slipping Away (Philadelphia International) e o seu carro-chefe é I'll Never Forget (My Favourite Disco), som bem ao estilo disco-funk imperante naquele momento, mas que funciona muito bem na pista e que teve relativo sucesso.
A banda Azymuth (Zé Bertrami - teclados, Alex Malheiros - baixo e Ivan Conti - bateria) é referência de som instrumental feito no Brasil, durante os anos 70 gravaram e arranjaram muitas trilhas, como exemplo, Melô da Cuíca para a novela Pecado Capital de 1975. Jazz Carnival abre o disco Light As A Feather (Milestone) lançado em 1979, e é a música de abertura do filme Eu Matei Lúcio Flávio, que mostra a trajetória do policial Mariel Mariscott, seu romance com a prostituta Margarida Maria, viciada em drogas, seus crimes e sua transformação em chefe do Esquadrão da Morte.
Nome: Eu Matei Lúcio Flávio Origem: BrasilAno produção: 1979Gênero: PolicialDuração: 97 minClassificação: 14 anosDireção: Antonio CalmonElenco: Jece Valadão, Monique Lafond, Maria Lucia Dahl, Anselmo Vasconcelos, Paulo Ramos, Nildo Parente, Otávio Augusto, Maria Zilda Bethlem
Uma das minhas preferidas do mestre Tim Maia, essa música está no disco Nuvens (1982), lançado independentemente pelo seu selo SEROMA, que nada mais era que as primeiras letras do seu nome: Sebastião Rodrigues Maia. Hadock Lobo Esquina com Matoso narra as figuras que por ali circulavam e que eram da turma de Tim, como o Babulina - apelido de Jorge Ben. "Sonzêra", com um groove dançante e uma letra bem-humorada, o Sindíco "quebra-tudo" nesse som!!!
Tom Jobim ao piano, na casa de Gerry Mulligan, ensaiando e conversando sobre a estrutura musical de Samba de Uma Nota Só (One Note Samba), muito classe esse vídeo.
O trompestista Tom Browne gravou essa "pedrada" funk em 1980 e que está no seu disco Love Approach, essa música também foi sampleada pela Mariah Carey. Esse som tem uma linha de baixo sensacional, curto muito esse som!!!
Como Black Ceaser de James Brown e Superfly de Curtis Mayfield, Trouble Man é um dos mais belos discos de trilha sonora dos filmes chamados "blaxploitation". Lançando originalmente em dezembro de 1972, pela gravadora Motown, com uma sonoridade da mais pura classe de jazz-soul / funk, vocal e instrumental, ás vezes sombria e melancólica. A genialidade e a maestria de Marvin Gaye pode ser conferida em canções como a bluesy Cleo's Appartment, 'T' Plays It Cool, Poor Abey Walsh, a música tema Trouble Man e Don't Mess With Mister T, um disco essencial e sampleado por muita gente do rap, no Brasil o Racionais Mc's é um exemplo.
Um dos grandes canários da soul music, cantando uma das mais belas baladas que se tem notícia, neste vídeo datado de 1972, essa música atravessou os tempos e virou "hit" pela sua inclusão na trilha sonora do filme "Pulp Fiction" nos anos 90. Inesquecível!!!
Latimore nascido em 03.09.1939, no estado americano do Tennesse, é o meu primeiro post de soul music, e esse é um bom disco, gravado e lançado pelo selo Glades de Miami. "I Get Lifted" música que fecha o disco, é do melhor calibre dos clássicos do gênero, como também "Sweet Vibrations", e músicas sampleadas pelos rappers como "Let Me Go" por Jay-Z e "Let's Do It In Slow Motion" pelos nova iorquinos do GangStarr, são as principais referências desse LP de um artista pouco divulgado que está na ativa até hoje.