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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bebeto - Rei do Suingue

O "Rei do Suingue", como é conhecido o paulistano Bebeto, cantor, compositor e instrumentista, que começou acompanhando artistas na boate Stardust, em São Paulo, onde aprimorou sua palhetada mágica, até lançar seu primeiro disco em 1975. Quanto as suas influências e a sua maneira de tocar, ele afirma: "Sempre fui roqueiro, mas gostava de música brasileira e de cantar em português, então, inconscientemente, fui criando algo novo". (Bizz, 1999)

Radicado há mais de 25 anos no Rio de Janeiro, o ídolo dos suingueiros faz shows regularmente, "Mesmo sem tocar nas rádios, minhas músicas são cantadas por garotos de 20 anos. Deve passar de pai para filho", comenta o cantor.

Duas obras que simbolizam a sonoridade e a energia de Bebeto:


Esperanças Mil (Copacabana, 1977) segundo álbum de Bebeto, os arranjos de metais são de Sergio Lemke e os de cordas de Waldomiro Lemke. Trabalho intimista que pode ser comprovada em belas canções como: "Nêga Olívia" e "Estou Perdido em Bemóis" - composições de Bedeu, "Esperanças Mil", "Você É A Paz Que Me Acalma" e "Hei, Cara", e nos balanços "Princesa Negra de Angola", "Água, Água" e "Deus Salve Jorge" - homenagem a Jorge Ben.
Cheio de Razão (Copacabana, 1979) é um dos seus maiores sucessos, abre com a levada de "A Beleza é Você, Menina", "Minha Preta" - que na introdução faz uma referência a "Misty Morning" de Bob Marley, "Flecha Negra" em homenagem aos jogadores corintianos campeões paulistas de 1977. Outros destaques ficam por conta das músicas "Apareça", "Penetras", "Meu Astral Está Baixo", "A Vida Está Prá Mim", e a balada "Cheiro de Rosa" da dupla gaúcha Bedeu-Alexandre. Os arranjos ficaram a cargo de José Messias e Sergio Lemke, em um trabalho irrepreensível.