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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Antonio Carlos & Jocafi (1973)

Antonio Carlos e Jocafi, dupla de compositores e cantores baianos, autores de diversos sambas que muito transitaram pelas paradas de sucesso. Em seu terceiro álbum Antonio Carlos & Jocafi (RCA, 1973), o duo com seu jeito peculiar de composição em que mesclavam afro-sambas, coco, baião, cânticos de escravos, mais uma pitada de jazz e soul, para criar uma sonoridade singular e registrar um primoroso disco, basta ouvir o funkão “Xamego de Iná”, o gospel gregoriano de “Glorioso Santo Antônio”, o suingue de “Gamela (As ‘Moça’)”, a guapa “Por Nossa Senhora”, acompanhado de um fino arranjo de sopros e base, o galenteio sóbrio de “Dona de Casa”, impossível não falar do groove hipnótico e uma das faixas mais inspiradas do álbum “Tereza Guerreira”, que cansada de guerra foi guerrear, o divertido bolero “Te Quiero”, os casos e os acasos, as aventuras e as desventuras da paixão na sabedoria dos sambas de “Teimosa”, “Franqueza” e “Deixe Que É Dengo Dela”, a lenda e o folclore em “Sanfona Veia” e a maluca homenagem “Um Abraço No Lucien Extensivo Ao Edu Lobo” com participação da cantora Maria Creuza. Um expressivo número de músicos participou das gravações, o pessoal segurou o rojão e não deixou cair, prestando sua colaboração por seu talento, entre eles estão Waltel Branco (guitarra), Neco (violão de 12 cordas), Aldo e Capacete (baixo), Pascoal (bateria), Edson Frederico (piano e arranjos), Halley (órgão), Caçulinha e Chiquinho (acordeon), Pedro Sorongo (tambores), Chico Batera (percussão), Carlinhos Pandeiro de Ouro (pandeiro), Edson Maciel e Edmundo Maciel (trombone tenor), Celso e Jorginho (flauta), Pinduca (xilofone e bells), Fumagalli (harpa), Vania Ferreira e Cláudia Mello (vozes femininas), A Máfia (coro), Rildo Hora (gaita e também diretor de estúdio) e Leonardo Bruno (arranjos e regência).