segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Milton Banana

Milton Banana Trio (Odeon, 1970) este disco é para fechar com chave de ouro, contando com o competente Wanderley (piano) e José Alves (baixo), o álbum abre com "Vou Deitar e Rolar (Quaquaraquaqua)" de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, tem triplo Jorge Ben com "Se Você Quiser Mas Sem Bronquear", "Vendedor de Bananas" e "Take It Easy My Brother Charles", a infálivel dupla Roberto/Erasmo com "Coqueiro Verde" e Paulinho da Viola em "Foi Um Rio Que passou em Minha Vida". Essencial!
O Trio (Odeon, 1968) amparado por Wanderley (piano) e Azeitona (contrabaixo), Milton Banana desfila suas batidas ritmadas em canções como "Bom Tempo" e "Ela Desatinou" de Chico Buarque, em "Samba do Perdão" de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, na clássica "Da Cor do Pecado" de Bororó, "Ultimatum" dos irmãos Valle, "Segure Este Samba (Ogunhê)" de Oswaldo Nunes, e mais outras. Altamente recomendável!
Todo Dia É Dia (Odeon, 1968) com músicas de autoria de Chico Buarque em "Roda Viva", Milton Nascimento com "Travessia", Caetano Veloso "Alegria, Alegria", Vinicíus de Moraes e seu "Samba da Benção" e Gilberto Gil com a explosiva "Procissão", destaco a faixa "O Caderninho" de Olmir Stocker, sucesso na voz de Erasmo Carlos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Milton Banana Trio

O Som do Milton Banana Trio (Odeon, 1967) com um repertório mais maduro, onde compositores da nova geração que estavam despontando como Chico Buarque em "Quem Te Viu Quem Te Vê", Gilberto Gil e João Augusto com "Roda" e Sidney Miller em "Pede Passagem", se fazem presentes. Mesclado com históricos autores do porte de Pixinguinha em "Lamento" e "Mundo Melhor", as duas canções em parceria com Vinicíus de Moraes, que também aparece com Baden Powell em "Apelo", e contudo, há espaço para uma popular música da dupla Mário Lago e Ataulfo Alves "Aí Que Saudade da Amélia". Imperdível!
Balançando (Odeon, 1966) agora acompanhado de Cid (piano) e Mário (baixo), balançam as estrutras com "Cidade Vazia", "Barquinho Diferente", "A Resposta", "Feitinho pro Poeta", "Sonho de Um Carnaval" e "Aruanda" por exemplo, não tem como ficar indiferente, um discaço!

(Odeon, 1965) acompanhado dos mesmos músicos do disco anterior e com o reforço de Lyrio Panicalli na direção musical, executam os temas "Estamos Aí", "Vê", "Bananadas", "Arrastão", "Das Rosas", "Opinião", "Não Bate o Coração" e entre outras, com extrema competência e equilíbrio.

Milton Banana

Milton Banana (23/04/1935 - 22/05/1999) foi um dos músicos mais importantes da Bossa Nova, pela suas inúmeras gravações acompanhando diversos artistas e também por esbanjar categoria no seu estilo de tocar samba na bateria.

Nos anos 60 formou o seu grupo "Milton Banana Trio", que além de atuar nas boates, registrou vários LP's.

Milton Banana Trio (Imperial, 1965) excelente álbum, onde acompanhado de Wanderley (piano) e Guará (baixo), interpretam eternos clássicos do quilate de "Garota de Ipanema", "Samba de Verão", "Samba do Avião", "Ela é Carioca" e "Inútil Paisagem", mas destaco as faixas "Noa...Noa" e "Primitivo" - que inclusive fazem parte de coletanêas de samba-jazz produzidas pelo mundo, como as melhores do disco.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Di Melo

O pernambucano Di Melo chegou em fins dos anos 60 a São Paulo, e recomendado pelo Babulina tocou na boate Jogral e excursionou ao Japão com Jorge Ben e Trio Mocotó, onde registrou um disco. Em 1975 lançou pela Odeon seu LP homônimo, que contava com as participações de Hermeto Pascoal e do guitarrista Heraldo do Monte, e a canção "Kilariô" obteve algum sucesso. Redescoberto nos anos 90 por Dj's ingleses, pela inclusão da sua música "A Vida Em Seus Métodos Diz Calma" na coletânea de música brasileira "Blue Brazil" editada pelo tradicional selo Blue Note. Apesar de pouco famoso, Di Melo é um artista de primeira que merece reconhecimento e outras das suas canções que estão incluídas neste seu disco como "Pernalonga" e "Se o Mundo Acabasse em Mel" por exemplo, são muito boas e como li em um comentário de Carlos Queiroz: "O apuro musical e seu 'deboche' sutil e elegante parecem prematuros para a data do disco". Escute aí e curta a viagem!

sábado, 16 de agosto de 2008

Dorival Caymmi "O que é que a bahiana tem"

Dorival Caymmi

Homenagem ao grande compositor e cantor Dorival Caymmi, que morreu neste sábado dia 16/08 aos 94 anos no Rio de Janeiro, esse ano tá brabo o negócio, mais um mestre que parte e deixa saudades.

Caymmi começou a carreira musical em programas de rádio na Bahia, ainda na década de 30. Mudou-se para o Rio em 1938, ano em que lançou o samba "O que É que a Baiana Tem?", de sua autoria. Carmen Miranda interpretou a canção no filme "Banana da Terra" e recebeu instruções do compositor para dançá-la.

Sua canção "O Samba da Minha Terra", de 1940, teve também grande sucesso, com os versos "Quem não gosta de samba/ Bom sujeito não é/ É ruim da cabeça/ Ou doente do pé". No mesmo ano, ele se casou com Stella Maris, que viria a ser sua companheira de toda a vida. A primeira filha do casal, Dinahir --que se tornaria a cantora Nana Caymmi--, nasceu em 1941, ano de "É doce morrer no mar", música sua em parceria com o escritor Jorge Amado, e de "Você já foi à Bahia?". O segundo filho, Dorival --que se tornaria o músico Dori Caymmi--, nasceu em 1943, e o terceiro, Danilo --também músico--, em 1948.

Na época, Caymmi atuou no filme "Estrela da Manhã", baseado em argumento de Jorge Amado.

A década de 50 trouxe os primeiros LPs de Caymmi, entre eles "Canções Praieiras". Já o sucesso "Maracangalha" veio em um disco de 78 rpm de 1956, e "Saudade da Bahia" foi apresentada ao público em um programa de TV, no ano seguinte. Outros Lp's essencias são "Caymmi e Seu Violão" (1959), "Eu Não Tenho Onde Morar" (1960) e o magnífico "Caymmi e o Mar" (1957) com participação de cantora Sylvia Telles.

Com o sucesso de uma canção sua, "Das Rosas", nos EUA, na década de 60, ele lançou o álbum "Caymmi (Kai-ee-me) and the Girls From Bahia" no país.

Em 1975, compôs "Modinha para Gabriela", para a trilha sonora da novela "Gabriela", da Rede Globo, baseada no romance "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado. A canção fez sucesso na voz de Gal Costa.

Ao completar 70 anos, em 1984, recebeu diversas homenagens, entre elas o título de Cidadão Honorário pela Câmara de Vereadores do Rio. Na década de 90, sua produção musical diminuiu; em 2001, compôs em parceria com o filho Danilo e com Dudu Falcão a canção "Caminhos do Mar", interpretada por Gal Costa --no mesmo ano, a Editora 34 lançou a biografia "Dorival Caymmi - O Mar e o Tempo" escrita por sua neta, Stella Caymmi, filha de Nana.

A paixão de Caymmi pelo mar foi assim lembrada pelo letrista Paulo César Pinheiro: "seu violão tem cordas de sargaço/ e foi cortado de um pedaço/ de uma velha embarcação/ (...) / a voz é de arrebentação/ (...) Caymmi tem espumas no cabelo." Além do mar e da música, outra grande paixão de Caymmi era a pintura.

Conhecido pelo sorriso aberto, Caymmi declarou, aos 90 anos: "Não sou de dores nem de queixas".

Fonte: "Folha Explica Dorival Caymmi", de Francisco Bosco

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ed Lincoln

Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia, cearense de 31/05/1932. Chegou ao Rio de Janeiro em 1951 e tocando baixo, logo formou um grupo com o pianista Luís Eça, do qual passaram João Donato, Milton Banana e Baden Powell. Atuou na boate Drink's, no conjunto de danças de Djalma Ferreira, e diz a lenda que certa vez o tecladista Djalma estava doente, Lincoln foi intimado a assumir o órgão, nunca tinha tocado o instrumento, mas sua experiência foi boa e nunca mais abandonou as teclas.

A partir do final dos anos 50 começa acompanhar d
iversos artistas em gravações e nos 60 registra seus primeiros álbuns na Musidisc, gravadora em que também foi produtor musical, e seu conjunto é um dos mais requistados para se apresentar nos bailes, do qual ganha a alcunha de o Rei dos Bailes. "Eu fazia bossa em boates para dançar, por isso tinha um estilo dançante", relembra Ed Lincoln em entrevista à Revista Bizz de agosto de 1999. Em suas orquestras atuaram como crooners os cantores Orlandivo, Toni Tornado, Silvio César, Emílio Santiago, Humberto Garin e Pedrinho Rodrigues. Também atuaram em seus conjuntos diversos músicos consagrados, entre os quais Eumir Deodato, Durval Ferreira, Márcio Montarroyos, Luis Alves, Wilson das Neves, Paulinho Trompete e Celinho.

Nos anos 70 começou a se afastar dos bailes para se dedicar aos estúdios como instrumentista e produtor. Atualmente, tem retomado as atividades com alguns shows e gravando com alguns nomes da nova geração.

Ao Teu Ouvido (1960) Primeiro álbum de Ed Lincoln com seu estilo inconfundível de som do órgão. Destaque para "Saudade Fez Um Samba" de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, mais "Se Você Soubesse", "Sedução" e "Carioca".
Órgão Espetacular (Musidisc, 1961) LP com uma das capas mais bacanas, o repertório passeia por standards nacionais como "Aquarela do Brasil", "Teléco-Téco Nº2", "O Amor e a Rosa", uma composição sua com Silvio César "Vivendo e Apredendo", com músicas estrangeiras como "Ai Mourrir Pour Toi" de Charles Aznavour e "Sentimental Journey".
Seu Piano e Seu Orgão Espetacular (Musidisc, 1963) destaque para o repertório bossa nova com "Só danço samba", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; "Influência do jazz", de Carlos Lyra; "Vamos balançar", de Carlos Imperial, "Balansamba", de Luiz Bandeira; "Um samba gostoso", de sua autoria; "Pra que?", de Silvio César; "Tristeza", de sua autoria e Luiz Bandeira e "Olhou pra mim", de sua parceria com Silvio César.
A Volta (Musidisc, 1964) um de seus melhores trabalhos, em especial por ser a sua volta, após um sério acidente de carro em 1963, que o manteve fora das atividades musicais por cerca de sete meses. As músicas incluídas neste álbum são as excelentes "Ai Que Saudade Dessa Nega", "Palladium", "Na Onda do Berimbau", "Deixe Isso Prá Lá", "Vou Andar Por Aí", "The Blues Walk" entre outras.
Ed Lincoln (Musidisc, 1966) Registro com alguma influência da jovem guarda, nota-se com as divertidas "O Ganso", "É o Cid" e "Ali Tem", mas tem as pedreiras "Cochise" - considerada uma de suas melhores interpretrações com sua levada contagiante, a bossanovista "Balanço Azul" e "Eu Não Vou Mais". (link Blog do Pimentel)
Ed Lincoln (Savoya, 1968) primeiro álbum do seu selo independente Savoya Discos, além de Ed Lincoln no órgão e nos arranjos, os músicos que o acompanham: Durval Ferreira (guitarra), Luiz Marinho (baixo), Alex Papa (bateria), Orlann Divo (vocais), Garin (percussão), Tony Tornado (percussão), Celinho (piston) e Claudinho (piston). Um dos seus discos de maior prestígio, sendo incluisve relançado pela inglesa Whatmusic, os destaques ficam por conta dos títulos "Zum Zum Zum", "Catedral", "Já Estou Aqui", "Sack O'woe (Saca-uô)" e "Waldemar"

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Isaac Hayes

Pequena homenagem ao grande Isaac Hayes, que infelizmente faleceu neste dia 10, mas para nossa sorte ele nos deixou uma obra irretocável, aqui vemos alguns de seus trabalhos.

Hot Buttered Soul (Stax, 1969) primeiro álbum do mestre, que já mostra ao que veio, clássico do começo ao fim. Títulos inclídos "Walk On By", "By The Time I Get The Phoenix", "One Woman" e "Hyperbolicsyllabicesqued".

Black Moses (Stax, 1971) fundamental LP de Hayes no auge com grandes orquestrações para pérolas como "Never Can Say Goodbye", "Never Gonna Give You Up", "Help Me Love","Your Love Is So Dogonne Good" e a sampleada "Ike's Rap II".
Shaft (Stax, 1971) trilha sonora do filme "Shaft", que projetou a carreira de Isaac Hayes, a canção-título levou um Oscar e um Grammy. Esta trilha composta por Hayes e excutada em parceria com os músicos da banda Bar-Kays é espetacular, destaque para canções como "Cafe Reggio's", "Do Your Thing", "Ellie's Love Theme", entre outras.

Truck Turner (Stax, 1974) espetacular trilha sonora do filme, em que Issac Hayes compõe a trilha e atua como ator - uma das funções que gostava de exercer, e que inclui funkys como: "Pursuit Of The Pimpmobile", "House Full Of Girls", "Drinking", "Give It To Me", "Now We're One", "Breakthrough", "House of Beauty" e o tema "Truck Turner".

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Morre nos Estados Unidos o cantor Isaac Hayes

O cantor americano Isaac Hayes, astro do soul nos anos 70, morreu aos 65 anos na madrugada deste domingo (10) em Memphis, no Tennesse. O cantor foi o primeiro artista afro-americano a ganhar um Oscar de melhor canção original pelo filme "Shaft", de Gordon Parks.

Hayes foi encontrado inconsciente próximo a uma esteira ergométrica em sua casa, segundo contou à polícia o porta-voz do artista, Steve Schular. Uma equipe de paramédicos tentou reanimá-lo, mas o cantor não resistiu e morreu a caminho do hospital

A causa da morte ainda não foi divulgada. Segundo a polícia, não há indícios de crime.

Isaac Hayes nasceu no dia 20 de agosto de 1942, em Covington, no Tennesse. Ele perdeu os pais ainda na infância e foi criado pelos avós.

Aos cinco anos, começou a cantar no coral da igreja de sua cidade, onde aprendeu a tocar sozinho piano, órgão e saxofone. Já adulto, mudou-se para Memphis, onde fundou bandas como Sir Isaac and Doo Dads, The Ten Tones, entre outras.

Hayes foi durante muitos anos compositor e arranjador da gravadora Stax Records, em Memphis. Ele também foi backing vocal de artistas como Otis Redding e Sam & Dave, nos anos 60.

Seu primeiro álbum-solo foi lançado em 1967, "Presenting Isaac Hayes". Mas foi o álbum "Hot buttered soul" que o transformou em uma estrela musical em 1969.

"Shaft", o grande hit

Em 1971, o tema do filme "Shaft", cantado por Hayes, se tornou um grande hit pop e levou o Oscar de "melhor canção original". Graças à música, Hayes também ganhou um Grammy.

Hayes também compôs outros clássicos do soul como "Soul man" e "When something is wrong with my baby". Em 1972 ganhou outro Grammy por seu álbum "Black moses".

Para as gerações que não conheceram o trabalho do ídolo do soul nos anos 70, Hayes era famoso pela dublagem do personagem "Chef", da série de animação "South park". Hayes emprestou seu vozeirão ao personagem entre 1997 e 2003.

Adepto da cientologia - religião bastante divulgada pelo astro Tom Cruise - o cantor decidiu abandonar a equipe de "South Park" por considerar que a série de humor debochava da seita.

Em 2000, Hayes teve a oportunidade de "reencontrar" seu grande triunfo. Na refilmagem de "Shaft", dirigida por John Singleton e estrelada pelo ator Samuel L. Jackson, o cantor faz uma pequena participação como o personagem "Mr. P".

Um ano depois, Hayes fez mais um grande trabalho musical. Ele produziu os arranjos do disco "Songs in a mirror", da então cantora-revelação Alicia Keys.

O artista ganhou uma estrela na calçada da fama de Rock em 2002

Fonte: globo.com

domingo, 10 de agosto de 2008

Curtis Mayfield - Curtis (1970)

Fantástico e essencial, Curtis (Curtom, 1970) o primeiro álbum solo de Curtis Mayfield, ex-líder do conjunto de The Impressions. Sua importância é justificada pela genialidade dos arranjos, das orquestrações e das letras de teor social, rompendo com a temática romântica predominante na soul music, abrindo portas e dando um novo rumo à música black americana. Músicas como "(Don't Worry) If There's A Hell Bellow", a sensacional "Move On Up", "We The People Who Are Darker Than Blue", as belas "The Making Of You" e "The Other Side Of Town", fazem parte deste LP, que deve ser ouvido de modo especial para se prestar atenção nas sutilezas das composições de Mayfield.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Os Tatuis (1965)

Um dos primeiros trabalhos do pianista José Roberto Bertrami, que junto com Cláudio Henrique Bertrami (baixo), Elizeu de Campos Vieira (bateria), Og Vasconcelos (sax tenor), Ivo Mendes (piston) e Aresky Aratto (orgão), registraram Os Tatuis (Farroupilha, 1965), com arranjos de José Bertrami. Um clássico Samba Jazz, onde destacam-se a composição de Bertrami "A Bossa do Zé Roberto", mais "Nuvens", "Vivo Sonhando", "Sou Sem Paz", entre outras composições de Tom Jobim/Vinicíus/Menescal/Bôscoli/Carlos Lyra.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tim Maia

* Este post é dedicado a minha namorada, que é uma pessoa muito importante em minha em vida e está de aniversário hoje, e para comemorar esta data especial, escolhi quatro álbuns do Tim, que embalaram muitos dos nossos bons momentos, com um quarteto de canções: "Venha Dormir em Casa", "Lábios de Mel", "Eu e Você, Você e Eu (Juntinhos)" e "Nuvens". Parabéns e obrigado por tudo!!
Não é preciso falar de Tim Maia, apenas dizer que era um magnífico cantor, doidão, carismático, popularizou a soul music no Brasil e deixou registrado pérolas da música nacional.

Tim Maia (Som Livre, 1977) além da citada "Venha...", tem a instrumental "Flores Belas", "Pense Menos" - que fez parte da trilha sonora da novela global Sem Lenço, Sem Documento, as baladas "Leva Meu Blue" e "Música Para Betinha"

Reencontro (Odeon, 1979) um dos seus melhores LP's, produção e arranjos de Lincoln Olivetti, canções incluídas: "Prá Você Voltar", "Reencontro", "Vou Correndo Te Buscar", as dançantes "Boggie Esperto" e "Vou Com Gás", a belíssima instrumental "Geisa" e o sucesso "Lábios de Mel".

Tim Maia (Polydor, 1980) um álbum maduro, constatados em canções como "Não Vá", "Nissei Linda", "Nossa História de Amor", "Voce e Eu" e a genial "Tudo Vai Mudar"

Nuvens (Seroma, 1982) lançado pela sua gravadora, não obteve na época seu merecido destaque, mas na minha opinião é um dos seus melhores discos. Abre com a soberba "Nuvens", segue com a suingada "Outra Mulher", o funk-ecológico "Ar Puro", a autobiográfica "Ninguém Gosta de Sentir Só", as festivas "A Festa" e "Hadock Lobo Esquina com Matoso", uma regravação da romântica "Casinha de Sapê" e fecha com o manifesto a vida, "Sol Brilhante" - um clássico.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Quarteto Lambari (1966)

Precioso conjunto de bossa-jazz instrumental, formado pelos músicos Eduardo Pecci "Lambari" (sax-alto), Hilton J. Valente "Gogo" (piano), Ricardo de Azevedo "Capacete" (baixo) e Hamilton Pitorri (bateria). Quarteto Lambari (Farroupilha, 1966) álbum de arranjos agradáveis e finos, destacando o saxofone de Pecci, como em "Sonho de Carnaval", "Razão de Viver", "Estamos Aí", "Miss Biquíni", "Tempo Feliz", "Mar Amar", "Ama", "Vem o Sol" e outras mais.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Jongo Trio (1965)

Conjunto formado em São Paulo, com Cido Bianchi (piano), Sabá (baixo) e Toninho Pereira (bateria). Com menos de um ano de vida, foi um dos grupos mais interessantes durante a febre dos trios - pelo seu instrumental possante e competente, combinado com vocais ousados, muito devido a Sabá, que integrou conjuntos vocias no Pará no começo dos anos 1950. Atingiram relativo sucesso com "Menino das Laranjas" (Théo de Barros), do seu único e fabuloso álbum Jongo Trio (Farroupilha, 1965), mais "Feitinha pro Poeta", "Seu Chopin, Desculpe", "Arrastão", entre outras. Por suas apresentações no circuito noturno da Bossa paulista, foram convidados a participar da gravação do programa O Fino da Bossa, no Teatro Paramount, com Elis Regina e Jair Rodrigues, que resultou indispensável LP Dois na Bossa.

domingo, 20 de julho de 2008

Conjunto Farroupilha

O grupo era integrado por Danilo Vidal de Castro - Porto Alegre, RS - 1927; Tasso José Bangel - Taquara, RS - 1931; Iná Bangel - Porto Alegre, RS - 1933; Estrêla d'Alva Lopes de Castro - Livramento, RS - 1934 e por Sidney do Espírito Santo - Sorocaba, SP - 1925.

O grupo foi criado em 1948 na Rádio Farroupilha em Porto Alegre. Inicialmente dedicou-se a interpretar um repertório de canções típicas do Rio Grande do Sul. Em 1952 gravaram o primeiro disco pela Copacabana, que foi o quarto LP a ser prensado no Brasil. Em 1956 o conjunto tranferiu-se para São Paulo iniciando uma série de excursões pelo Brasil e exterior. No mesmo ano gravaram "A chimarrita", toada em estilo gaúcho de Dilu Melo. Em 1957
gravaram o LP "Gaúchos em hi-fi". Gravaram também no mesmo ano "Gauchinha bem querer" de Tito Madi. Durante vários anos o grupo manteve contrato com a VARIG e com o Ministério das Relações Exteriores, promovendo o Brasil no exterior. Visitaram diversos países, entre os quais a China e a antiga União Soviética. Em cada país visitado, o grupo incorporava a seu repertório uma canção típica para homenagear as platéias locais. Dessa forma foi crescendo o seu repertório internacional, com músicas que depois eram lançadas em seus discos aqui no Brasil, como "Noites de Moscou" e "Liechtensteiner Polka". Em países como a União Soviética, Alemanha e Venezuela, gravaram discos que nem foram lançados no Brasil. O Conjunto Farroupilha foi o primeiro a projetar nacional e internacionalmente a música gaúcha. Lançaram entre outros os nomes de Barbosa Lessa e Paixão Côrtes. Entre seus grandes sucessos incluem-se, "Gauchinha Bem-Querer", "Piazito Carreteiro", "Negrinho do Pastoreio", "Prenda Minha", "Boi Barroso" e "Chimarrita Balão". Nos anos 1960 enveredaram pela Bossa Nova, tendo gravado entre outras, "Por causa de você" de Antônio Carlos Jobim e Dolores Duran e "Moça da chuva" de Paulinho Nogueira e Rita Moreira. Em 1961 gravaram com grande sucesso, "A mesma rosa amarela" de Capiba e Carlos Pena Filho. Também nos anos 1960 mantiveram um programa exclusivo na TV Record de São Paulo. Por volta de 1963, Tasso Bangel e Danilo Vidal criaram a gravadora Farroupilha, a qual passaram a se dedicar. Em 1971 o grupo desativou suas atividades devido aos compromissos pessoais de seus integrantes. Até aquele momento haviam gravado 15 LPs e vários compactos e discos de 78 rpm. Em 1983 voltaram a se apresentar no programa "Som Brasil", mantendo a formação original - Tasso, Danilo e Estrela d'Alva - entrando Norma Nagib e Sabiá. Foram oito meses de ensaio para que o retorno mantivesse a qualidade dos trabalhos anteriormente desenvolvidos pelo grupo. No mesmo ano, lançaram pela RGE um LP, com destaque para as composições "Viagem de Carreta", "Meu Tesouro", "Sal grosso" e "Tempo de rancheira", todas de Tasso Bangel; "Jardim da saudade" e "Amargo", de Lupicínio Rodrigues; "Hino ao Rio Grande" de Simão Goldman; "Minuano" de Arthur Elzner e Ney Messias; e "Gaúcho largado" e "Mariana" de Pedro Raimundo.
Texto Dicionário Cravo Albin

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Roberto Menescal (1969)

Menescal, um dos mais influentes músicos brasileiros, nasceu em Vitória - ES (25.10.1937), em fins da década de 50, foi um dos pilares da Bossa Nova e compôs alguns clássicos como "Barquinho", "Nós e o Mar", "Rio" e "Você", além de ter participado do antológico show no Carnegie Hall em 1962.

Formou o seu prório conjunto, que gravou e acompanhou diversos nomes importantes da música brasileira e internacional como Dorival Caymmi, Elis Regina, Aracy de Alemida, Sylvia Telles, Herbie Mann, Paul Winter e outros. Durante os anos de 1970 - 1985, foi produtor, diretor artístico e gerente geral da Polygram, onde também trabalhou como arranjador e instrumentista.

No ano de 1969, após uma excursão à Europa, onde esteve com o seu Conjunto e tocaram com Elis Regina, registrou pela Forma este LP, que na capa, mostra um Roberto Menescal relaxado, em suas maiores paixões, a pesca submarina, o mar e o sol. Com um repertório de belas composições em arranjos sofisticados (nota-se uma pegada mais psicodélica), destacam-se: "Depois da Queda"- que fez parte da trilha sonora da novela Véu de Noiva da TV Globo, "Amazonas", "Litoral", "Rema", "Nanã" e "Five Tour".

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Charles Kynard

Charles Kynard (1933-1979) organista americano de soul/jazz, percursor do acid jazz, que lançou seus álbuns pela Prestige Records, vamos a três deles.

Reelin With The Feelin' (1969) / Wa-Tu-Wa-Zui (1971) são álbuns daquela série dois Lp's em um CD, o primeiro disco de 69 é muito bom, com Kynard em ótimos solos, em "Reelin With The Feelin", "Soul Reggae", "Boogaloogin" e na balada "Be My Love". Wa-Tu-Wa-Zui, e sua música tema com um venenoso riff de guitarra, a linha de baixo de "Zebra Walk", a bela levada de "Winters Child", e tudo elmodurado pelas teclado de Charles, acompanhado de Jimmy Lewis (baixo), Idris Muhammad e Bernard Purdie (bateria), Melvin Sparks (guitarra), Rusty Bryant (sax), Virgil Jones (trumpete), produção de Bob Porter e gravado pelo mestre Rudy Van Gelder.

Woga (1972) o álbum abre com uma releitura da magistral "Little Ghetto Boy", e depois só preciosidades, como as funky "Rock Steady", "Hot Sauce" e "Name The Missing Word", temas apurados como "The First Time Ever (I Saw Your Face)" e "Lime Twig". Os músicos deste registro são: Chuck Rainey (baixo), Arthur Adams (guitarra), David Roberts (trombone), George Bohanon (trombone), James Kartchner (trumpete), Jerome Rusch (trumpete), Paul Humphrey (bateria) e arranjos de Richard Fritz.

Amado Maita (1971)

Primeiro, único, raro e magnífico álbum lançado pela Copacabana do cantor, baterista, compositor e jornalista paulista Amado Maita, disputado a peso de ouro por colecionadores do mundo todo - nem o próprio artista tinha um exemplar. Gravado em apenas 16 horas, com influências do samba e do jazz, belas letras, melodias brilhantes e uma banda que incluía o sensacional Edison Machado (bateria), Guilherme Vergueiro (piano), Ricardo Pereira dos Santos (baixo), Silas (trombone), Ion Muniz (sax), Antônio Barbosa (violão e arranjos) e Mozar Terra (arranjos). "Samba de Amigo", "Mariana", "Gestos", "Os Mergulhadores", "Piedade" e "Reflexão", são algumas das composições que merecem destaque deste LP.

Ouça entrevista de Amado Maita para o programa Empoeirado

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Conjunto Jovem Braza - Apresenta Samba Jovem (1966)

Único LP lançado por este obscuro conjunto brasileiro que fazia uma fusão do rock (jovem guarda) com o samba/bossa nova, embrião do que iria culminar com o sambarock nos anos 70. Os músicos que compõem o Conjunto Jovem Braza são: Mário Castro Neves e Chico Feitosa (guitarras), Novelli (baixo), Miguel (sax) e Pedrinho (guitarra) dos The Fevers e Normando (bateria). Destaque para as clássicas faixas balançadas como "Mas Que Nada", "Mexerico da Candinha", "Quero Que Vá Tudo Por Inferno" e "O Carango", e as bossanovistas "Água de Beber", "Só Danço Samba" e "É De Manhã". Merece ressaltar duas composições presentes neste álbum, da dupla Mário Castro Neves e Chico Feitosa, a cheio de balanço "Em Sua Homenagem" e "Jovem Braza" que faz a apresentação do conjunto e suas influências.

Young Holt Unlimited Plays Superfly (1973)

Formada em Chicago nos anos 60 como um conjunto de soul-jazz instrumental. Em 1973 registraram Young Holt Unlimited Plays Superfly - da trilha sonora do filme magistralmente composta por Curtis Mayfield, executando os temas "Superfly", "Give Me Your Love", "Pusher Man" e "Freddie's Dead". Também há espaço para outras pérolas como "People Make The World Go Round" e "Could It Be I'm Falling In Love", álbum agradável e altamente recomendável.

Cecil Holmes Soulful Sounds

Cecil Holmes era um executivo e produtor da Buddah Records e como band-leader, gravou estes dois excelentes trabalhos, com a parceria de Tony Camillo, na produção, nos arranjos e na condução da banda.

The Black Motion Picture Experience (1973) é um apanhado das melhores músicas das trilhas sonoras de blaxploitation de artistas como Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Isaac Hayes e uma releitura 'funky' venenosa de "Also Sprach Zarathrusta".

Music For Soulful Lovers (1973) um excelente registro do bom 'soulful' instrumental, com um pouco de vocais e luxuosa sonoridade, para um repertório selecionado com o melhor das baladas românticas, como nos admiráveis arranjos para a primorosa "I'm Gonna Love You Just A Little More, Baby" - de Barry White, "You Are The Sunshine Of My Life", "Call Me, Come Back Home" e entre outras. O trabalho traz algum material original como nas interessantes "Soulful Love" e "Stay With Me".













terça-feira, 8 de julho de 2008

Edwin Birdsong (1979)

Edwin Birdsong em seu auto-intitulado álbum de 1979. Nunca foi um músico que atingiu sucesso - seu primeiro disco é de 1972, mas redescoberto, obteve fama com "Cola Bottle Baby" - primeira faixa do LP, com a qual os franceses do Daft Punk samplearam para "Harder, Better, Faster, Stronger" e posteriormente usado por Kanye West no megasucesso "Stronger". Outras boas músicas deste trabalho influenciado pela disco-funk são: "Phiss-phizz", "Lollipop Show" e "Goldmine".

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Som Ambiente (1972)

Um raro disco, lançado pela CID e reeditado pelo selo inglês Whatmusic (que tem em seu catálogo, muitas preciosidades brasileiras). Som Ambiente foi produzido por Durval Ferreira e executado pelos músicos que mais tarde formariam o grupo Azymuth! E já com aquela pegada característica do grupo. O repertório é basicamente de standards americanos como em "Where's The Love", "By The Time I Get To Phoenix/The Shadow Of Your Smile", "Love Theme (Godfather)", "Theme From Summer Of 42" e "Here's The Rainy Day", mas os melhores desempenhos estão nas nacionais "O Bofe" - de Roberto e Erasmo e em "Águas de Março/Bala com Bala".

terça-feira, 1 de julho de 2008

Dave Grusin - 3 Days of the Condor (1975)

Excelente trilha sonora do filme 3 Days of the Condor (1975), dirigido por Sidney Pollack com Robert Redford, Faye Dunaway e Max von Sydow no elenco. Com as músicas sob a responsabilidade de Dave Grusin, que criou brilhantemente o clima de suspense em que vive o personagem Condor (Redford), um perseguido agente da CIA, com jazz, batidas de funky e temas românticos e sombrios. Destaque para as faixas "Condor" - vinheta da extinta TV2 Guaíba de Porto Alegre, em que se evidenciavam as sessões de cinema com "Queimando Tudo" (Up In Smoke) e os documentários da alemã Transtel, "Flight Of the Condor", "Out To Lunch" e "Yellow Panic", e os temas "Goodbye for Kathy" e "Flashback To Terror".